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sábado, 11 de fevereiro de 2012


Assumir nossa Diversidade Cultural
            Miguel G. Arroyo em sua abra, procura de forma clara abordar as questões relativas à  as transformações culturais principalmente no âmbito da educação. Lembra que enquanto sujeitos epistemológicos, a  experiência no qual adquire, se apropria com as vivências e que por si elas são capazes de modificar os sentidos e a mente nos levando a perceber fatos antes imperceptíveis.
            Ainda neste terreno, lembra que a escola como ele mesmo define como “rígida, gradeada e burocratizada”, que fora determinada por alguns aspectos de natureza legal encontra atualmente pouca sustentação para sua manutenção, afinal falar em educação nos modelos da atualidade, é ver uma escola flexível principalmente aos adventos culturais ocorridos em nossa sociedade.
            O professor, profissional que atua diretamente nas questões relativas à educação é alguém que também se transformou. Faz agora novas leituras, participa de reflexões e vê na interdisciplinaridade uma saída inteligente para alguns impasses. Há aí uma sensibilidade profissional.
            Todavia, esta educação pleiteada nos moldes de uma pluralidade cultural precisa ainda ser discutida. Como foi colado anteriormente, o tempo é de mudanças e a necessidade de uma escola realmente transformadora urge e com ela, a necessidade imediata de uma mudança também na formação dos entes que serão produtos ativos desta escola em questão.
            Não há como se falar em tratamento único para todos os educandos. Daí reavaliar instrumentos como o Currículo para que desta forma proporcionem a estes novos sujeitos que buscam o conhecimento uma real acolhida pela escola. É necessário adaptar a escola a esta clientela que apesar de cada vez mais exigente é também cada vez mais descaracterizada do contexto escolar. E ao se questionar este currículo, estaremos questionando também questões intrínsecas como a avaliação, a metodologia de ensino, o conteúdo, entre outros.
            A verdade acerca do tema é a de que professores não são formados para trabalhar com esta diversidade de culturas dentro da escola. Até porque a escola que vislumbramos modificações e a mesma que até bem pouco tempo exigia uma uniformidade, um padrão para ser contemplado por ela. Não era verificado que cada aluno é um sujeito único e que como tal possui tempos diferenciados, aprende de forma diferente e possui um olhar singular acerca de um mesmo tema.
            A possibilidade de uma educação assim tão segregadora esta no fato de que educação e cultura eram vistos como aspectos diversos e separados. Não havia a visão de que a cultura esta intimamente ligada à identidade de cada um e assim, pode-se ver a escola que tenta uniformizar cada elemento a partir de uma cultura que pretende disseminar também como um instrumento de dominação. Afinal quando se pretende atribuir no outro uma cultura que não é a sua de maneira forçada como estamos aqui questionando, configura sim um processo de dominação.
            É fundamental pensar que com a diversidade cultural que encontramos no âmbito escolar, alunos, professores e toda comunidade escolar só tem a aprender e se fortalecer. Com esta diversidade, expandimos conhecimentos, conhecemos no outro um sujeito também de direitos e aprendemos a respeitar e a conviver com estas diferenças. Conforme Arroyo cita em seu texto, a exclusão é  “antidemocrática e antipedagógica”.
            Importante citar também que como pode a escola esperar a uniformidade de cultura em um país no qual sua base de construção se dá a partir da união de três raças. E que na sua sequência história avançou com a presença de imigrantes de várias partes do mundo. Falar em uma cultura única em nosso país é no mínimo perverso. Movimentos sociais tentam  conscientizar a sociedade para estas questões de diversidade e buscando assim uma igualdade chegando a pressionar a escola  na valorização destas expressões culturais que permeiam os espaços educacionais.
             Esperamos assim que a cada ano letivo que nasce, nasça com ele também a expectativa de direitos destas pessoas de culturas diferenciadas mas que possuem uma característica em comum: o direito de serem respeitadas e educadas em um único molde que a educação deve possuir: o molde da qualidade na transmissão dos conhecimentos a estes sujeitos que já se compreendem históricos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Desenvolvimento motor infantil (5 – 6 anos de idade)

INTRODUÇÃO
Sabe-se que o desenvolvimento psicomotor é o processo de mudanças no comportamento motor que envolve tanto a maturação do sistema nervoso central, quanto à interação com o ambiente e os estímulos dados durante o desenvolvimento da criança.
O aprimoramento motor é o ponto de partida de todo o desenvolvimento motor da criança. A independência adquirida com a locomoção e a manipulação de objetos ampliou a visão de mundo do ser humano, contribuindo e levando-o a progredir continuamente. O desenvolvimento motor é o processo de mudança no comportamento motor, o qual está relacionado com a idade, tanto na postura quanto no movimento da criança.
O desenvolvimento é um processo de mudanças complexas e interligadas das quais participam todos os aspectos de crescimento e maturação dos aparelhos e sistemas dos organismos. O desenvolvimento motor é dependente da biologia, do comportamento e do ambiente e não apenas da maturação do sistema nervoso. Quando a criança nasce, o seu SNC (Sistema Nervoso Central) ainda não está completamente desenvolvido. Ela percebe o mundo pelos sentidos e age sobre ele, criando uma interação que se modifica no decorrer do seu desenvolvimento. Deste modo, por meio de sua relação com o meio, o SNC se mantém em constante evolução, em um processo de aprendizagem que permite sua melhor adaptação ao meio em que vive.
Cada criança apresenta seu padrão característico de desenvolvimento, visto que suas características inerentes sofrem a influência constante de uma cadeia de transações que se passam entre a criança e seu ambiente. Mesmo assim, existem características particulares que permitem uma avaliação grosseira do nível e da qualidade do desempenho.
Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais, intelectuais e culturais, pois ao ter alguma dificuldade motora faz com que a criança se refugie do meio o qual não domina consequentemente deixando de realizar ou realizando com pouca frequência determinadas atividades.
A maioria das crianças nasce sem problemas de desenvolvimento. As diferenças individuais entre elas são muitas, inclusive características físicas, temperamento e personalidade; mas a sequência de desenvolvimento é bastante previsível.
Sabe-se que, na ausência de sinais severos, como nos casos de paralisia cerebral e retardo mental, um número significativo de crianças com história de prematuridade vêm apresentar sinais de distúrbios de aprendizagem, dificuldades de linguagem, problemas de comportamento, déficits de coordenação motora e percepção viso espacial na idade escolar. De acordo com isso, foram constatados em estudos experimentais que a estimulação sensória motora em recém-nascidos de risco favoreceu a adequação de seus padrões motores.
Deve-se ter em mente que as informações obtidas através de pesquisas culturais cruzadas sobre o desenvolvimento motor de lactentes vêm alertar pesquisadores, médicos, terapeutas e educadores quanto à existência de diferentes padrões no desenvolvimento e quanto à necessidade de conhecimento dos padrões da população em que se atua, evitando interpretações equivocadas de testes motores e falhas no diagnóstico de desvios, atrasos ou precocidade no desenvolvimento motor.
OBJETIVO DA PSICOMOTRICIDADE
A Psicomotricidade contribui de maneira expressiva para a formação e estruturação do esquema corporal e tem como objetivo principal incentivar a prática do movimento em todas as etapas da vida de uma criança. Por meio das atividades, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem. Por isso, cada vez mais os educadores recomendam que os jogos e as brincadeiras ocupem um lugar de destaque no programa escolar desde a Educação Infantil.
A Psicomotricidade nada mais é que se relacionar através da ação, como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade. A Psicomotricidade está associada à afetividade e à personalidade, porque o indivíduo utiliza seu corpo para demonstrar o que sente. Vitor da Fonseca (1988) comenta que a "PSICOMOTRICIDADE" é atualmente concebida como a integração superior da motricidade, produto de uma relação inteligível entre a criança e o meio.
Na Educação Infantil, a criança busca experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. A abordagem da Psicomotricidade irá permitir a compreensão da forma como a criança toma consciência do seu corpo e das possibilidades de se expressar por meio desse corpo, localizando-se no tempo e no espaço. O movimento humano é construído em função de um objetivo. A partir de uma intenção como expressividade íntima, o movimento transforma-se em comportamento significante.
É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento. O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, se conscientize sobre seu corpo. Através da recreação a criança desenvolve suas aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor.
Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no equilíbrio sócio-afetivo.
Segundo Barreto (2000), “O desenvolvimento psicomotor é de suma importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo”. A educação da criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses.
A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas as funções motoras, perceptivas, afetivas e sócio-motoras, pois assim a criança explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do mundo que a cerca. Bons exemplos de atividades físicas são aquelas de caráter recreativo, que favorecem a consolidação de hábitos, o desenvolvimento corporal e mental, a melhoria da aptidão física, a socialização, a criatividade; tudo isso visando à formação da sua personalidade.
CARACTERÍSTICAS DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
- EDUCAÇÃO INFANTIL: as crianças que frequentam esse nível escolar caracterizam-se, basicamente, por exercitar intensamente suas funções simbólicas, uma vez que estão aprendendo a lidar com símbolos. Elas são aceitas na educação infantil a partir do momento em que começam a falar, isto é, entre 18 e 24 meses de vida.
Podemos dizer que a educação infantil deveria ser uma escola de símbolos, de imaginação e fantasia. Raramente encontramos uma criança menor de sete anos de idade realizando uma atividade livre que não seja a de fantasiar, isto é, brincar com os símbolos.
Compreender o desenvolvimento das funções simbólicas de uma criança não difere muito de compreender suas funções motoras. Sabemos que, durante o período pré-verbal, uma criança saudável forma todas as coordenações motoras de que disporá até o fim de sua vida. Mais tarde, a partir do período verbal, a motricidade vai se aperfeiçoando num jogo incessante de combinações, que resultam numa complexidade inigualável.
É possível notar a dificuldade inicial de uma criança para segurar objetos delicados ou para dar os primeiros passos. Antes de andar com desenvoltura, ela vacila, tropeça, cai, levanta, apoia-se, pede ajuda, até que finalmente, consegue andar sozinha. Com as representações mentais não é diferente.
- ENSINO FUNDAMENTAL: apresentamos a seguir um apanhado das principais características de crianças do ensino fundamental das séries iniciais:
1º ANO
CARACTERÍSTICAS INTELECTUAIS: as crianças que, hoje, frequentam o primeiro ano do ensino fundamental, frequentavam, há poucos anos, a educação infantil. Isso significa que as crianças de seis anos, aproximadamente, passaram a lidar com conteúdos que, até então, eram dirigidos aos que tinham sete anos, quando se iniciava o ensino fundamental. Entre os seis e sete anos de idade não há grandes diferenças em termos de desenvolvimento.
2º ANO
CARACTERÍSTICAS INTELECTUAIS: no segundo ano, a escola cumpre em sala de aula, programas pedagógicos que solicitam da criança o pensamento operatório concreto. A criança pensa, cria, critica e transforma, tomando esses dados como referência. Sua fantasia, embora rica, ainda é bastante diferente do que pode vir a ser na adolescência, pois apega-se acima de tudo, á realidade concreta.
CARACTERÍSTICAS MOTORAS: a maturidade das funções intelectuais não constitui um fenômeno isolado; corresponde ao amadurecimento das demais funções, algumas um pouco mais visíveis nesse período, outras um pouco menos. As noções de espaço e tempo, por exemplo, constituem-se primeiro no plano motor e depois no intelectual. Porém, uma vez firmada no plano intelectual, provocam nítida repercussão no plano motor. Assim, ser capaz de compreender suas próprias ações leva a criança a aperfeiçoar suas habilidades motoras.
CARACTERÍSTICAS SENSORIAIS: a educação dos sentidos não está entre as preocupações pedagógicas da maioria das escolas. Para elas, o raciocínio lógico-matemático deve ser desenvolvido socialmente, por meio de um programa de educação.
A matemática no ensino fundamental tem um caráter quantitativo e formativo, que auxilia a estruturação do pensamento e do raciocínio lógico, quanto instrumental, utilitário, de aplicação no dia a dia e em outras áreas do conhecimento.
Objetivos específicos:
  • Compreender os procedimentos, conceitos e estratégias.
  • Aplicar os seus conhecimentos matemáticos nas atividades cotidianas.
  • Desenvolver a capacidade de raciocínio, de resolver problemas de comunicação, bem como seu espírito crítico e sua criatividade.
  • Analisar e interpretar dados provenientes de problemas matemáticos.
  • Usar e reconhecer representações equivalentes de um mesmo conceito.
  • Expressar-se em linguagem oral e escrita de forma gráfica diante de situações matemáticas, em outras áreas do conhecimento e no cotidiano, --valorizando a linguagem matemática na comunicação de ideias.
  • Desenvolver atitudes positivas em relação à matemática, como autonomia, confiança em relação às suas capacidades matemáticas, perseverança na solução de problemas, gosto pela matemática e pelo trabalho cooperativo.
CARACTERÍSTICAS MORAIS: a dimensão moral é marcada por traços muito semelhantes aos das dimensões intelectual e social. É importante destacar o interesse da criança em definir regras de convívio entre elas e seus pares. À medida que a criança desse período escolar se relaciona com várias outras pessoas, passa a ver nelas aspectos que lhe despertam interesse. Ela descobre, também, o prazer dos jogos em grupos. Nesse período, o jogo por excelência é o jogo de regras.
CARACTERÍSTICAS SOCIAIS: a partir dos seis, sete anos, os jogos infantis evoluem para o jogo social, que representa, com exatidão, a forma como os homens devem atuar para se tornar fortes. A criança começa a aprender que, para ter êxito na competição, o caminho mais eficaz é a cooperação. Um dos elementos mais ricos dessas representações é a organização social através da valorização da Cultura.
CARACTERÍSTICAS AFETIVAS: a entrada no ensino fundamental, por sua vez, constitui um corte bastante radical na ligação com figuras familiares. Na escola não há a família: a criança terá de administrar certas questões sem a ajuda do pai, da mãe, dos irmãos, etc. Esse período é marcado por forte agressividade, o que é compreensível, pois a criança tende assumir uma atuação fora de casa e compartilhar linguagens, pensamentos, habilidades motoras, cultura e sentimentos.
ATIVIDADES PSICOMOTORAS
Sugestões de exercícios psicomotores:
Engatinhar, rolar, dançar, balançar, dar cambalhotas, se equilibrar em um só pé, andar para os lados, equilibrar e caminhar sobre uma linha no chão e materiais variados, pintar, desenhar (desenho livre), colar, recortar, manipular objetos (rasgar papéis, massinha, pintura com dedo), movimentar os braços (macro movimentos) e adivinhar os objetos através da palpação com as mãos e pés com os olhos vendados.
Explicação dos jogos:
Esquema Corporal:
Pedir para que um aluno e uma aluna deitem-se em cima de uma folha de papel pardo. O Professor fara o traço do contorno desses alunos. O desenho do menino será entregue as meninas e os meninos receberão o das meninas. De posse de retalhos, de sobras de papel, de tintas, lápis de cor, cola colorida, o grupo deverá terminar estes desenhos com o maior número de detalhes possíveis. Vence o grupo que enriquecer mais o trabalho.
Pisar na Sombra:
Em dias de sol, as crianças correm pelo pátio e tentam pisar na sombra dos colegas que ficam refletidas no chão e ao mesmo tempo, tentam evitar que suas sombras sejam pisadas. Este jogo desenvolve a agilidade e o conhecimento sobre o próprio corpo.
Pegar o rabo do gato.
O professor dividirá os alunos em grupos. Enquanto explica o jogo, vai prendendo tiras de papel ou de tecido nos alunos simulando um rabo. O objetivo dos grupos é retirar o maior número de rabos dos colegas sem deixar que tirem o seu. Este jogo desenvolve a agilidade, conhecimento de corpo e noções de quantidade, pois ao final, deverá ser feita a contagem dos rabos por cada grupo. Além disso, é possível que seja trabalhado as cores, pois o professor pode separar os grupos por cores.
Mímica de animais:
Os alunos deverão fazer mímicas de animais enquanto os outros colegas tentam descobrir qual o animal. Nesta atividade podem-se trabalhar questões de movimentos corporais, desinibição, quantidade.
Ouvindo o Coração:
Um colega tenta sentir ou ouvir os batimentos do coração do outro e neste momento o professor trabalha o ritmo. Após esse momento o professor pede para que os alunos corram e após a corrida, pede que novamente as duplas se formem e tentem descobrir as alterações sofridas pelo coração e desta vez pode trabalhar a alteração do ritmo cardíaco.
Exercícios de Alongamento:
Com estes exercícios, o professor pode trabalhar as partes do corpo, noções de comando e regras. O professor vai falando qual parte do corpo pretende que seja alongada e como pretende que isso seja feito. Nomeando as partes do corpo e os movimentos que serão realizados, os alunos vão gradativamente se apropriando destes conceitos.
Corrida dos números:
O professor cantará os números e os alunos deverão formar grupos de alunos se agrupando com a quantidade solicitada pelo professor, após se agruparem deverão correr juntos ao local de destino explicado no início do jogo. Neste caso, o professor pode para dificultar, pedir que os alunos se agrupem a partir do sexo. Exemplo: Grupo de 3 meninas, grupo de 4 meninos.
Jogo das Partes do Corpo:
Ao comando do professor, os alunos se movimentam, andando pela sala ou pátio. De repente o professor fala o nome de uma parte do corpo. Sem parar de se movimentar, os alunos devem tocar na parte pedida pelo professor em outro colega.
Arremesso de Bola no Arco
O professor desenha vários arcos no chão e a cada um atribui um número diferente. Os alunos deverão arremessar a bola nos arcos conforme a orientação do professor.
ABORDAGENS ESPECÍFICAS DA PSICOMOTRICIDADE
Coordenação Motora Fina: capacidade de controlar pequenos músculos para exercícios refinados. Exemplo recorte, colagem, encaixe, escrita, etc.
Coordenação Motora Global: possibilidade do controle e da organização da musculatura ampla para a realização de movimentos complexos. Exemplos: correr, saltar, andar, rastejar, etc.
Estruturação Espacial: é a orientação e a estrutura do mundo exterior, a partir do Eu e depois a relação com outros objetos ou pessoas em posição estática ou em movimento, é a consciência da relação do corpo com o meio.
Organização Temporal: é a capacidade de avaliar tempo dentro da ação, organizar-se a partir do próprio ritmo, situar o presente em relação a um antes e a um depois, é avaliar o movimento no tempo, distinguir o rápido do lento. E saber situar o momento do tempo em relação aos outros.
Estruturação Corporal: relacionamento do indivíduo com o mundo exterior, conhecimento e controle do próprio corpo e de suas partes, adaptação do mesmo ao meio ambiente.
- Imagem Corporal: a experiência do indivíduo em relação ao próprio corpo sujeito, impressão subjetiva.
- Conhecimento Corporal: conhecimento intelectual que se tem do próprio corpo.
- Esquema Corporal: tomada de consciência de cada segmento do corpo (interna e externa) o desenvolvimento do esquema corporal se da a partir da experiência vivida pelo indivíduo com base na disponibilidade do conhecimento que tem sobre o próprio corpo e de sua relação com o mundo que o cerca.
Lateralidade: representa à conscientização integrada e simbólica interiorizada dos dois lados do corpo, lado esquerdo e lado direito, o que pressupõe a linha média do corpo, que no decorrer estão relacionados com a orientação face aos objetos. Essa conscientização do corpo pressupõe a noção de direita e esquerda e, sendo que a lateralidade com mais força, precisão, preferência, velocidade e coordenação, melhor capacidade e dominância cerebral.
A PSICOMOTIRICIDADE E A MATEMÁTICA
O ensino da atualidade está sofrendo alterações e transformações no qual visa à substituição de um currículo pautado em conteúdos por um organizado em competências.
Desta forma, foi observado que mais do que conceitos isolados, a educação deve promover nos alunos o desenvolvimento de habilidades que lhes permitam atuar não somente no espaço escolar, mas, sobretudo na vida cotidiana.
Apoderamo-nos do exposto acima, não há de se falar em conhecimentos matemáticos sem os que os alunos tenham a consciência de sua aquisição e também de sua aplicação. Aplicar em situações reais o que foi aprendido em sala de aula significa funcionaliza no aluno o aprendizado matemático.
Para que alunos possam desenvolver estas competências e atuar como sujeitos ativos de seus processos de aquisição do conhecimento, faz-se necessária a aplicabilidade de conceitos psicomotores também no âmbito matemático. Afinal, a matemática faz parte da vida real dos educandos, permitindo inclusive um melhor desenvolvimento de seu meio.
Através do jogo, que é uma atividade matemática muito rica e eficaz, segundo Piers e Erikson (1982) o jogo é uma atividade pelo qual as crianças realizam processos de adaptação à realidade. Já para Vygotsky, o jogo supõe uma zona de desenvolvimento potencial da aprendizagem. Pare ele, jogar promove o conhecimento dos objetos e do seu uso, o conhecimento de si mesmo e do outro.
Nesta perspectiva o brincar, o lúdico faz então uma ligação entre aspectos reais e ilusórios no cotidiano infantil, ligação esta muito importante no desenvolvimento infantil. Os educandos realizam as práticas lúdicas com prazer e isto lhes permite resolver simbolicamente os problemas e os possibilita por em prática distintos processos mentais.
Para a realização dessas atividades lúdicas, é inevitável a presença e do corpo. Corpo que precisa ser conhecido, vivenciado e atuante na construção do conhecimento. Interagindo assim com seu corpo, o aluno é capaz de perceber e superar suas limitações, aprende com seus erros e também com os erros dos outros, passa a respeitar as diferenças afinal o lúdico aplicado de forma coletiva proporciona momentos de muita integração e troca do grupo, facilitando assim muitas vezes processos de socialização e remete a questões pertinentes a autonomia pessoal.
Aspectos Psicomotores desenvolvidos a partir da realidade de corpo de crianças em atuações em jogos, por exemplo, desenvolve processos psicológicos básicos necessários ao aprendizado matemático como, por exemplo, a atenção, a concentração, a memória, a resolução de problemas, a busca de estratégias, desenvolvimentos de noções e conceitos e tudo de forma evidentemente manipulativa e significativa.

FREIRE, João Batista. Educação como prática corporal. São Paulo: Scipione, 2009, 1ª Edição.
FONSECA, Vitor da. Da filogênese à ontogênese da psicomotricidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1988.
FONSECA, Vitor. Psicomotricidade. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
LE BOULCH, Jean. Desenvolvimento psicomotor: do nascimento até os seis anos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.
VYGOTSKY, L.S. Pensamento e linguagem. Trad. M. Resende, Lisboa, Antídoto, 1979. A formação social da mente. Trad. José Cipolla Neto et al. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
VYGOSTSKY, Leontiv, Lúria. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Rio de Janeiro: Scipione, 1988.
PASTELLS, àngel Alsina. Desenvolvimento de Competências Matemáticas com Recusrsos Lúdico-Manipulativos. 3ª ed.Curitiba:Base Editorial,2008.

25 maneiras para conquistar os alunos…

Estratégias para Sala de Aula

  • Aprenda o nome dos seus alunos
  • Lembre a data de aniversário deles
  • Pergunte como eles estão e/ou como se sentem
  • Olhe nos olhos quando conversar com eles
  • Ria junto com eles
  • Diga-lhes o quanto você gosta de estar com eles
  • Encoraje-os a pensar grande
  • Incentive-os a persistirem e celebre os resultados
  • Compartilhe do entusiasmo deles
  • Quando estiverem doentes envie uma carta ou um bilhete
  • Ajude-os a tornarem-se experts em algo
  • Elogie mais e critique menos
  • Converse a respeito dos sonhos ou do que os afligem
  • Respeite-os sempre
  • Esteja sempre disponível para ouvi-los
  • Apareça nos eventos que eles realizarem
  • Encontre interesses em comum
  • Desculpe-se quando fizer algo errado
  • Ouça a música favorita deles com eles
  • Acene e sorria quando estiver longe
  • Agradeça-os
  • Deixe claro o que você gosta neles
  • Recorte figuras, artigos de revistas que possam interessá-los
  • Pegue-os fazendo algo certo e cumprimente-os por isso
  • Dê-lhes sua atenção individual

Fonte: Curso- SOS Professor.

http://www.sosprofessor.com.br/